segunda-feira, 11 de maio de 2015

GEOTERAPIA

Este texto foi baseado nas experiências dos participantes do Projeto Portal, associação fundada pelo pesquisador e ufólogo Urandir Fernandes de Oliveira.

A ciência do uso da terra, a Geoterapia, é uma das mais importantes técnicas terapêuticas da medicina natural. Ela já estava presente em antigos tratados de cura popular e foi bastante difundida entre curandeiros e médicos famosos.
Em muitas culturas e religiões, a terra simboliza a mãe, fonte de todos os seres e protetora contra as forças de destruição. Universalmente é a matriz que concebe as fontes, os minerais e os metais. Dela retiramos nosso alimento, nossa água e nossa energia vital.
Historicamente, acredita-se que a técnica tenha surgido na pré-história pela observação da reação dos animais às enfermidades e o uso terra para sua cura. Posteriormente, esteve associada à técnica de mumificação no Egito e antigos médicos, como o grego Dioscórides, atribuíam a ela uma “Força Extraordinária”. O árabe Avicena, bem como o anatomista grego Galeno referiam-se a ela em termos elogiosos. O naturalista romano Plínio, o antigo, consagrou-lhe um capítulo em seu livro “História Natural”.
Entretanto, foram os grandes naturistas alemães que Sebastian Kneipp, Kuhn e Felk que mais contribuíram para a reintegração da argila aos tratamentos naturais que tiveram Mahatma Gandhi como fiel praticante.  
Nos últimos tempos a ciência se rendeu aos poderes curativos da argila. Na Alemanha, Suíça e em vários outros países já é utilizada para o tratamento natural oficial de várias doenças.
Existem vários fatores que explicam o poder curativo da terra. Primeiramente, sua composição química e geológica que varia a cada lugar onde é encontrada, o que lhe permite a agregação de diversas qualidades curativas. Entretanto, o mais importante é que a energia contida nela é adquirida através de três fontes: a radiação solar que age ativando os cristais e elementos e desencadeia um processo dinâmico e vitalizador; a energia determinada pelo campo magnético vibratório da terra e a própria energia determinada pela região e tipo de solo de onde a argila é extraída.

A argila apresenta propriedades de absorção e armazenamento de energia de todos os elementos e sua liberação possibilita a ação como antisséptico natural, que respeita o corpo, retirando dele apenas as substancias prejudiciais e ainda favorecendo a reconstituição celular. Além disso, as propriedades do barro fundamentam-se no seu poder refrescante, cicatrizante, absorvente, purificador e calmante. Seu potencial reduz, ainda, a inflamação e congestão de todo o corpo. Como cicatrizante, ativa o processo de reprodução de células de tecidos danificados.
De acordo com a temperatura, pode apresentar diferentes efeitos: quando usada fria, minimiza a febre e alivia a dor e a inflamação; se utilizada quente ou morna, é um excelente emoliente.
Há diferentes tipos de argila, com características e indicações variadas que mudam de acordo com a região onde são encontradas.
A argila tem sido utilizada para tratamentos externos e cosméticos, bem como para uso interno juntamente com a fitoterapia, às vezes com efeitos milagrosos.
Pode ser aplicada diretamente no corpo do paciente, na parte afetada por disfunção, através de cataplasma, compressas, emplastos e banhos. Pode ser usada também internamente, em cápsulas, comprimidos, em gargarejos e dissolvida em água. Para o sistema digestivo, é usada em intoxicações e diarreias, já que absorve toxinas  e fornece ao organismo os minerais de que este precisa.

 Usa-se ainda como talco para os pés e na limpeza dos dentes.