Este texto foi baseado nas experiências dos participantes do Projeto Portal, associação fundada pelo pesquisador e ufólogo Urandir Fernandes de Oliveira.
A ciência do
uso da terra, a Geoterapia, é uma das mais importantes técnicas terapêuticas da
medicina natural. Ela já estava presente em antigos tratados de cura popular e foi
bastante difundida entre curandeiros e médicos famosos.
Em muitas
culturas e religiões, a terra simboliza a mãe, fonte de todos os seres e
protetora contra as forças de destruição. Universalmente é a matriz que concebe
as fontes, os minerais e os metais. Dela retiramos nosso alimento, nossa água e
nossa energia vital.
Historicamente,
acredita-se que a técnica tenha surgido na pré-história pela observação da
reação dos animais às enfermidades e o uso terra para sua cura. Posteriormente,
esteve associada à técnica de mumificação no Egito e antigos médicos, como o grego
Dioscórides, atribuíam a ela uma “Força Extraordinária”. O árabe Avicena, bem
como o anatomista grego Galeno referiam-se a ela em termos elogiosos. O
naturalista romano Plínio, o antigo, consagrou-lhe um capítulo em seu livro
“História Natural”.
Entretanto,
foram os grandes naturistas alemães que Sebastian Kneipp, Kuhn e Felk que mais contribuíram
para a reintegração da argila aos tratamentos naturais que tiveram Mahatma
Gandhi como fiel praticante.
Nos últimos
tempos a ciência se rendeu aos poderes curativos da argila. Na Alemanha, Suíça
e em vários outros países já é utilizada para o tratamento natural oficial de
várias doenças.
Existem vários
fatores que explicam o poder curativo da terra. Primeiramente, sua composição
química e geológica que varia a cada lugar onde é encontrada, o que lhe permite
a agregação de diversas qualidades curativas. Entretanto, o mais importante é que
a energia contida nela é adquirida através de três fontes: a radiação solar que
age ativando os cristais e elementos e desencadeia um processo dinâmico e
vitalizador; a energia determinada pelo campo magnético vibratório da terra e a
própria energia determinada pela região e tipo de solo de onde a argila é
extraída.
A argila apresenta
propriedades de absorção e armazenamento de energia de todos os elementos e sua
liberação possibilita a ação como antisséptico natural, que respeita o corpo,
retirando dele apenas as substancias prejudiciais e ainda favorecendo a
reconstituição celular. Além disso, as propriedades do barro fundamentam-se no
seu poder refrescante, cicatrizante, absorvente, purificador e calmante. Seu
potencial reduz, ainda, a inflamação e congestão de todo o corpo. Como
cicatrizante, ativa o processo de reprodução de células de tecidos danificados.
De acordo com
a temperatura, pode apresentar diferentes efeitos: quando usada fria, minimiza
a febre e alivia a dor e a inflamação; se utilizada quente ou morna, é um
excelente emoliente.
Há diferentes
tipos de argila, com características e indicações variadas que mudam de acordo
com a região onde são encontradas.
A argila tem
sido utilizada para tratamentos externos e cosméticos, bem como para uso
interno juntamente com a fitoterapia, às vezes com efeitos milagrosos.
Pode ser
aplicada diretamente no corpo do paciente, na parte afetada por disfunção,
através de cataplasma, compressas, emplastos e banhos. Pode ser usada também
internamente, em cápsulas, comprimidos, em gargarejos e dissolvida em água.
Para o sistema digestivo, é usada em intoxicações e diarreias, já que absorve
toxinas e fornece ao organismo os
minerais de que este precisa.
Usa-se ainda como talco para os pés e na
limpeza dos dentes.
